Domingo, 21 de Junho de 2009
José Saramago

José Saramago (1922- ) Nobel em 1998, José de Sousa Saramago nasceu em Azinhaga, Ribatejo, Portugal. O sobrenome Saramago foi acrescentado, por motivos desconhecidos, pelo escrivão: é o nome de uma erva invasora. Logo a família mudou para Lisboa. O pai se torna policial e o o filho mais velho, Francisco, morre de broncopneumonia. Saramago iniciou os estudos em 1929. De 1934 a 1939 fez o curso de serralheiro. Trabalhou nos Hospitais Civis de Lisboa e, como burocrata, em instituições de previdência. Casou em 1944 e em 1947 publicou a novela "Terra do Pecado", sem repercussão. Em 1959, passou a editor da Editorial Estúdios Cor, cargo que ocupou até 1971. Publicou seu segundo livro, "Os Poemas Possíveis", em 1966. Já comunista, foi para a revista "Seara Nova" e o Diário de Lisboa. Com a democratização, atuou no Ministério da Comunicação e fez traduções. A fama veio com o romance "O Memorial do Convento" (1982). Depois lança, em 1986, "O Ano da Morte de Ricardo Reis": E, em 1991, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".


As Intermitências da Morte
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Sinopse
"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura.
Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. E foi nela que o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel da Literatura buscou o material para seu novo romance, As intermitências da morte. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.
Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se vêem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja". Um por um, ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o cotidiano í mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna?
Ao fim e ao cabo, a própria morte é o personagem principal desta "ainda que certa, inverídica história sobre as intermitências da morte". É o que basta para o autor, misturando o bom humor e a amargura, tratar da vida e da condição humana.


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A Caverna
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Sinopse
O décimo romance do prêmio Nobel de literatura faz uma releitura da “Caverna” de Platão, no qual escravos acorrentados dentro de uma caverna vêem apenas as sombras do mundo externo e acreditam que aquela é a realidade. Quando um deles sai da caverna e volta para contar sobre o “mundo real” é recebido com desdém e incredulidade pelos demais. No livro de Saramago, a ação se passa em uma construção enorme, chamada Centro. Em um prédio de 50 andares, as pessoas que lá vivem são monitoradas por câmeras de vídeo, não vêem a luz do dia e têm como entretenimento um shopping center, um bingo, um cassino, jardins suspensos e até um tipo de Muralha da China.

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Ensaio Sobre a Cegueira
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Sinopse
Um motorista pára num sinal... e se vê cego. Logo, os demais também perdem a visão. A cegueira aqui não é a cegueira física, mas uma cegueira espiritual que fez a todos, menos ao autor, não ver “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”. Os tempos, afinal, são de trevas, e tudo está escuro. A humanidade fica caminhando ís cegas para um Apocalipse mais aterrador do que o da Bíblia, um Apocalipse nuclear e bioquímico, desolado e desolador. O ser humano, í beira de ser moldado í imagem e semelhança da engenharia genética, simplesmente não se dá conta da pressão aterradora dos tempos, mas José Saramago, cruzando a literatura e a sabedoria, felizmente está por aqui. Se não veio para nos salvar, veio pelo menos para mostrar o caminho da salvação, que passa por aquilo... “que somos”!

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Ensaio Sobre a Lucidez
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Sinopse
Num país imaginário, um fenômeno eleitoral inusitado detona uma séria crise política: ao término das apurações, descobre-se um espantoso número de votos em branco - uma "epidemia branca" que remete ao Ensaio sobre a cegueira (1995), do mesmo autor. Neste romance, José Saramago faz uma alegoria sobre a fragilidade do sistema político e das instituições que nos governam.

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A Jangada de Pedra
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Sinopse
O que aconteceria se a Península Ibérica se desgrudasse do resto da Europa, na fronteira com a França? Este é o tema do pesadelo mais bem realizado do escritor português. Uma alegoria da cultura ibérica, contada com graça e ironia.
"Os Pirineus racham-se por inteiro: a Península Ibérica se desgarra do resto do continente e passa a flutuar no oceano como uma ilha - uma jangada de pedra. "A esse espetacular acidente geológico somam-se outros insólitos que unem os quatro personagens principais do romance numa viagem apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e, por meio dela, pelos da arte e da cultura peninsulares", nas palavras do poeta Carlos Vogt. Um grande romance de um dos maiores escritores da literatura em língua portuguesa".

Reeditado pelo Grupo Digital Source

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Ano da Morte de Ricardo Reis
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Sinopse
Um romance de tirar o ar pela riqueza de detalhes e profundidade. É a história do poeta médico português Ricardo Reis, que, em 1936, regressa a Portugal, vindo do Brasil. Ao chegar em Lisboa, encontra sua cidade transformada pelo fascismo.

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C L I Q U E Reeditado por Digital Source


Evangelho Segundo Jesus Cristo
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Sinopse
Todos conhecem a história do filho de José e Maria, mas nesta reinterpretação feita pelo Prêmio Nobel José Saramago ela adquire novas forças simbólicas e parece estar sendo contada pela primeira vez. Nas palavras do crítico literário José Paulo Paes: "Interessado menos na onipotência do divino que na frágil mas tenaz resistência do humano, a arte magistral de Saramago excele no dar corpo ís preliminares e í culminância do drama da Paixão".

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História do Cerco de Lisboa
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Sinopse
O episódio histórico da derrota dos mouros e a retomada de Lisboa em 1147 se entrelaça a um caso de amor contemporâneo na mesma cidade é o jogo de ocultamentos e revelações propostos pelo escritor português, ganhador do Nobel de Literatura em 1998.

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Levantado do Chão
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Sinopse
Foi o romance que começou a chamar atenção para o nome do veterano jornalista português, até então autor de poucos livros. Publicado em 1979, conta a saga de várias gerações da família Mau-Tempo, formada por trabalhadores rurais da região do Alentejo, sul de Portugal.

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Memorial do Convento
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Sinopse
A construção de um convento em Mafra, no século XVIII, é a deixa para que o escritor português recrie a história das invenções e fantasias de Portugal numa atmosfera de fantasia, humor e sobretudo verossimilhança.

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O Homem Duplicado
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Sinopse
O professor de história Tertuliano Máximo Afonso era um homem comum. Um dia, por sugestão de um colega de trabalho, assiste a um filme em vídeo e descobre que um dos atores secundários é idêntico a ele mesmo. Torna-se obcecado por encontrá-lo, ao mesmo tempo em que tenta descobrir quem é ele próprio.

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Conto da Ilha Desconhecida
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Sinopse
São bem poucas páginas, mas é coisa de Nobel! Saramago reuniu a aura mágica das fábulas orientais, o lado filosófico das fábulas gregas, o lado ético das fábulas de La Fontaine, o maravilhoso dos contos de fadas. E aqui ele e o(a) leitor(a), jovem ou adulto, saem em busca não só do prazer da aventura, como í procura de respostas para as perguntas mais fundamentais. O que pode haver na Ilha Desconhecida? Será mesmo que ela existe? Haveria ainda ilhas a serem descobertas? Enfim, os seres humanos já tudo sabem ou não se dão conta de coisas que existem dentro e fora deles? E, no fim, a pergunta mais importante: vale a pena afinal se contentar quando se encontra uma resposta para isso tudo? Ou o melhor é ficar perguntando sempre? Calma: no leme do navio que busca o desconhecido está o sábio Saramago!

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Terra do Pecado
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Sinopse
autor é um rapaz de vinte e quatro anos, calado, metido consigo, que ganha a vida como praticante de escrita nos serviços administrativos dos Hospitais Civis de Lisboa, depois de ter estado a trabalhar durante mais de um ano como aprendiz de serralheria mecânica nas oficinas dos ditos hospitais. Tem poucos livros em casa porque o ordenado é pequeno, mas leu na Biblioteca Municipal das Galveias, tempos atrás, tudo quanto a sua compreensão logrou alcançar. Ainda estava solteiro quando um caridoso colega da repartição, segundo-oficial, de apelido Figueiredo, lhe emprestou trezentos escudos para comprar os livrinhos da colecção “Cadernos” da Editorial Inquérito. A sua primeira estante foi uma prateleira interior do guarda-louça familiar. Neste ano de 1974 em que estamos nascer-lhe-á uma filha, a quem medievalmente dará o nome de Violante, e publicará o romance que tem andado a escrever, esse a que chamou A Viúva mas que vai aparecer í luz do dia com um título a que nunca se há-de acostumar. Como no tempo em que viveu na aldeia já havia plantado umas quantas árvores, pouco mais lhe resta para fazer na vida. Supõe-se que escreveu este livro porque numa antiga conversa entre amigos, daquelas que têm os adolescentes, falando uns com os outros do que gostariam de ser quando fossem grandes, disse que queria ser escritor. Em mais novo o seu sonho era ser maquinista de caminho-de-ferro, e se não fosse por causa da miopia e da diminuta fortaleza física, imaginando que não perderia a coragem entretanto, teria ido para aviador militar. Acabou em manga-de-alpaca do último grau da escala hierárquica e tão cumpridor e pontual que í hora de começar o serviço já está sentado í pequena mesa em que trabalha, ao lado da prensa das cópias. Não sabe dizer como lhe veio depois a ideia de escrever a história de uma viúva ribatejana, ele que de Ribatejo saberia alguma coisa, mas de viúvas nada, e menos ainda, se existe o menos que nada, de viúvas novas e proprietárias de bens ao luar. Também não sabe explicar por que foi que escolheu a Parceria António Maria Pereira quando, com notável atrevimento, sem padrinhos, sem empenhos, sem recomendações, se decidiu a procurar um editor para o seu livro. E ficará para sempre como um dos mistérios impenetráveis da sua vida haver-lhe escrito Manuel Rodrigues, da Editorial Minerva, dizendo ter recebido A Viúva na sua casa por intermédio da Livraria Pax, de Braga, e que passasse ele pela Rua Luz Soriano, que era onde estava a editora. Em momento nenhum ousou o autor perguntar a Manuel Rodrigues por que aparecia a tal Pax metida no caso, quando a verdade é que só tinha enviado o livro í António Maria Pereira. Achou que não era prudente pedir explicações í sorte e dispôs-se a ouvir as condições que o editor da Minerva tivesse para lhe propor. Em primeiro lugar, não haveria pagamento de direitos. Em segundo lugar, o título do livro, sem atractivo comercial, deveria ser substituído. Tão pouco habituado estava o nosso autor a andar com tostões de sobra no bolso e tão agradecido a Manuel Rodrigues pela aventura arriscada em que se ia meter, que não discutiu os aspectos materiais de um contrato que nunca veio a passar de simples acordo verbal. Quanto ao rejeitado título, ainda conseguiu murmurar que iria tentar outro, mas o editor adiantou-se, que já o tinha, que não pensasse mais. O romance chamar-se-ia Terra do Pecado. Aturdido pela vitória de ir ser publicado e pela derrota de ver trocado o nome a esse outro filho, o autor baixou a cabeça e foi dali anunciar í família e aos amigos que as portas da literatura portuguesa se tinham aberto para ele. Não podia adivinhar que o livro terminaria a pouco lustrosa vida nas padiolas. Realmente, a julgar pela amostra, o futuro não terá muito para oferecer ao autor de A Viúva.


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COMPARE PREÇOS DESSE LIVRO!

Manual de Pintura e Caligrafia
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Sinopse
Uma autobiografia, um diário, um livro de viagem ao redor de autores e obras.

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Digitalização: Digital Source

Esse mundo de injustiça Globalizada

Sinopse
Discusso proferido no encerramendo do Fórum Social Mundial 2002

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Folhas Políticas

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Fala do velho do restelo ao astronauta

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livros e autores:

publicado por ana às 22:24
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A evolução de Darwin foi a exposição

mais visitada de sempre na Fundação

Calouste Gulbenkian.

 

'A Maior Flor do Mundo'

Filme de animação com base no

único conto infantil de José Saramago.

A história deste livro contada pelo autor aqui.

 

Museu Hergé abriu

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Biografia de 'Gabo'

Excerto e artigo no New York Times

 sobre Gabriel García Márquez -

A Life (Alfred A. Knopf), de Gerald

Martin, cuja tradução portuguesa

será editada pela Dom Quixote

em Setembro.

 

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"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página, sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da cadeira e da mesa a que me sentava... Era uma influência tão forte que me parecia que a luz emanada das páginas me atingia como um jorro... Continuava a ler; página atrás de página, como se estudasse um guia que me orientaria através desta terra desconhecida e selvagem... Durante todo este tempo, o livro estava ali, em cima da mesa, com a luz que dele emanava a bater-me na cara, e no entanto, parecia-me tão familiar como os outros objectos que enchiam o meu quarto... Sucediam-se os minutos e as páginas... Li a página seguinte, depois outras, e outras ainda, vi a luz que se filtrava da soleira da outra vida; vi tudo o que conhecia e tudo o que ignorava; vi a minha própria vida... À medida que virava as páginas, penetrava na minha alma e apoderava-se dela um universo cuja existência ignorara até então, que nem sequer tinha imaginado... Adivinhei desde o princípio que o livro tinha sido escrito para mim, e era por isso que cada palavra e cada expressão me tinham tocado tão profundamente... Agarrando nele com as duas mãos, sorvia o cheiro da tinta e do papel que emanava das suas páginas, como fazia na infância quando acabava de ler um álbum de banda desenhada. Era exactamente o mesmo cheiro." (Orphan Pamuk*, in A Vida Nova)

Para quê mais palavras? Envolver-se pela magia da leitura. Soltar a imaginação. Navegar pelo mundo do outro, que também é nosso. O prazer de ler! Meu, teu, nosso... vamos partilhá-lo!

 * Nascido em 1952, na Turquia, Orhpan Pamuk foi Prémio Nobel da Literatura em 2006. Pode consultar a página deste escritor aqui (em inglês). A Wikiquote disponibiliza algumas citações deste escritor.

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